domingo, 10 de fevereiro de 2013
Gil Vicente nas Caldas
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Uma Peça de Teatro
domingo, 15 de maio de 2011
Montra do 15 de Maio
Porquê o amarelo? A cor de sol dos girassóis de Bordalo Pinheiro, numa homenagem aos ceramistas caldenses, de Rafael Bordalo Pinheiro a Belo, de Herculano Elias a Carlos Constantino, uns de entre tantos nomes ilustres que se torna praticamente impossível mencioná-los a todos.
Junto às flores amarelo-sol, um gato bizantino de Rafael. Estático olha para uma livraria desenhada no típico bordado caldense da autoria das mãos hábeis e sensíveis de Idalina Lameiras.
Logo mais um macaco Bordaliano, empréstimo de um velho e bom amigo.
Pendurado lá do alto, faz aquilo que todos os macacos sabem tão bem fazer: macaquices. Mas diga-se em abono da verdade, que por muito que ele faça, não consegue competir com as grandes macaquices de outro género que alguns dos seus primos primatas andam por aí a fazer.
O macaco de Bordalo tem o sentido do ridículo e não se presta a momices. Faz companhia a uma edição d’ «A Cerâmica de Rafael Bordalo Pinheiro».
Ao lado a edição de “Queres Bordalo”, de António Manuel António Pina, o mais recente autor da língua portuguesa galardoado com o conceituado Prémio Camões.
Recebido neste mesmo dia, um busto de Fernando Pessoa oferecido pelo Carlos Constantino; com o seu ar triste de poeta incompreendido, Fernando confere à cena um ar de seriedade.
Na prateleira de baixo, como que despontando de um canteiro florido, vários exemplares da “Rainha D. Leonor” da pena do Conde de Sabugosa.
A finalizar num ecrã roda um poema de António Gedeão, intitulado:
«Poema do Poste com Flores Amarelas»
Vieram os operários, puseram o poste de ferro na berma do passeio
E foram-se para voltar noutro dia.
O poste tinha sido pintado há pouco de verde
E quando lhe batia o sol rutilava como as escamas dos dragões.
Mesmo junto do poste, no passeio, havia uma árvore que dava flores amarelas,
E o vento fez cair algumas flores amarelas sobre o poste verde.
As pessoas que por ali passavam diziam «que chatice de poste»,
Mas o poeta sorria para as flores amarelas.»
E com esta montra, composta por livros, cerâmicas, poesia e flores, a Loja 107 homenageia a cidade e os caldenses com quem nesta data partilha 35 anos de leituras.
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quarta-feira, 1 de setembro de 2010
A Soberana da Misericórdia
JOÃO AGUIARSuper Portugueses
"Rainha D. Leonor (1485 – 1525)
A soberana da Misericórdia"
[…] o que tornou esta rainha credora da nossa admiração – e da nossa gratidão – foram as iniciativas que tomou no campo da assistência social. A primeira dessas grandes iniciativas – referimo-nos somente às acções de grande vulto – foi a criação em 1485, do Hospital das Caldas, acção que teve, de resto, o apoio de D. João II: era o primeiro grande hospital português, com uma centena de camas, consulta médica obrigatória, farmácia e enfermagem especializada. Era, também, o primeiro hospital termal em todo o mundo. E ainda hoje existe, apesar das sucessivas «políticas da saúde» com que vários governos nos afligem.”
[…]
Quanto à cultura, a rainha exerceu o seu mecenato durante os quatros reinados em que viveu, protegendo e encomendado obras a vários artistas; mas é impossível não salientar o apoio que deu ao grande Gil Vicente, a quem encomendou vários autos e que ela protegeu de ódios e intrigas causados pela crítica impiedosa que ele fazia aos costumes da corte.” [Página 77/78 e 79]
[João Aguiar. Super portugueses – Biografias Históricas – As personalidades que ajudaram a construir Portugal. Bertrand Editora. Lisboa, 2009]
domingo, 26 de julho de 2009
385.ª Página Caldense
quinta-feira, 16 de outubro de 2008
319.ª Página Caldense
sexta-feira, 10 de outubro de 2008
317.ª Página Caldense
316.ª Página Caldense
Em resposta ao amigo Luis Eme, aqui apresentamos as "Três Figuras Caldenses", na opinião de Manoel de Sousa Pinto.
sexta-feira, 5 de setembro de 2008
305.ª Página Caldense
sexta-feira, 25 de abril de 2008
279.ª Página Caldense
quarta-feira, 16 de abril de 2008
276.ª Página Caldense
"Já antes, ainda em vida do marido, a Rainha tomou uma das iniciativas que haviam de consagrar e aureolar o seu nome: a fundação do Hospital das Caldas. Frei Jorge de São Paulo, na sua crónica tão densa, História da Rainha D. Leonor e da fundação do Hospital das Caldas, fornece abundantes pormenores a tal respeito.
Como surgiu essa ideia no espírito da viúva de D. João II ?
Várias são as versões aduzidas para explicá-lo.
Segundo uma delas, a Rainha achou-se quasi paralítica na Quaresma de 1483 em Almeirim, depois de um mau sucesso. Consultados os médicos «a aconselharão se fosse pêra a sua villa de Óbidos tanto que entrasse o tempo quente e tomasse banhos naquellas Agoas Calidas que arrebentavão no termo da mesma Villa». Seguiu o conselho, mandou construir uma espécie de tanque em que se banhou – e, visto ter-se curado, prometeu «a D. e á Sacratissima May … edificar naquelle lugar um magnifico Hospital.»
Segundo outra – comunicada pelo tabelião Francisco de Araújo – «passando a Rainha D. Leonor da Cidade de Coimbra pêra a sua villa de Obidos leza de hum cancro que padecia e fazendo grande calma se tirou das Andas em que vinha e assentava junto a esta fonte de Agoa Calida lavou com ella o seu cancro e milagrozamente sarara e logo ordenara a fabrica deste Hospital…»
A terceira versão, que por todos os motivos se afigura mais verosímil, pois coincide com outros elementos da biografia da Soberana – é a seguinte. Em Julho de 1484, foi Dona Leonor da «sua Villa de Óbidos (era velha tradição ser Óbidos dada em dote às Rainhas portuguesas, e assim, sucedeu, por exemplo, com Dona Isabel de Aragão, mulher de D. Diniz e Dona Leonor Teles, mulher de D. Fernando) ter à Batalha com o Rei, que a esperava para juntos assistirem às exéquias ali celebradas todos os anos por alma de D. Afonso V. Ao atravessar uma zona quási deserta, reparou numa cova onde alguns doentes de aspecto miserável se achavam imersos em água fumegante. Ouça-se o Cronista, que nos descreve a cena com saboroso colorido: - «que fazião aquelles pobres lançados naquella agoa fumoza? Responderão serem doentes de frieldades e que se approveitavão da virtude daquelles banhos para remédio medicinal e salutifero de seus males e neles receberem melhoria, e que muita gente tolhida sarava de todo como tinhão esperimentado; e neste passo dixera a Rainha: «Se o Senhor Deus me der vida os pobres de Christo seu filho terão melhor commodidade em suas curas.»
Na sua compassiva sensibilidade germinara o projecto de edificar ali um vasto Hospital provido do que fosse necessário para assegurar conforto aos enfermos desprovidos de meios." […] [Páginas 231, 232 e 233]
segunda-feira, 14 de abril de 2008
274.ª Página Caldense
[As Obras de Gil Vicente. Vol. IV. Edição: Centro de Estudos de Teatro da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa / Imprensa Nacional - Casa da Moeda. Direcção científica de José Camões. Reprodução em fac-símile da Copilação de todalas obras de Gil Vicente de 1586 e dos folhetos quinhentistas de Barca do Inferno, Inês Pereira, Maria Parda, História de Deos e Ressureição de Cristo, Fé e Festa. Tiragem: 1500 exemplares. 1.ª edição: Dezembro de 2002. ISBN 972-27-1155-5.]
segunda-feira, 7 de abril de 2008
273.º Página Caldense
Por essa estrada que o grande Rei abria, Portugal caminhava para o apogeu da sua glória.
A Rainha, sua mulher, com a lúcida inteligência que lhe iluminava o cérebro, comreeendeu a missão que o destino dera ao marido. Apesar de sentir o coração ainda retalhado pela recordação das tragédias e o ânimo continuamente inquieto pelos perigos que ameaçavam a sua tranquilidade, acompanho-o sempre, seguiu com atenção os seus planos, foi uma poderosa auxiliadora na fulgurante epopeia joanina." [Página 156]
sexta-feira, 28 de março de 2008
270.ª Página Caldense
"Estátua de Francisco Franco a levantar nas Caldas da Rainha. O produto da venda desta edição, destina-se ao monumento à Fundadora das Misericódias de Portugal. Ecogravura Lda. Rua da Rosa, 273, Lisboa."
"Rainha D. Leonor de Lencastre. Fundadora das Caldas da Rainha e das Misericódias de Portugal. Quadro de José Malhoa gentilmente oferecido ao povo das Caldas da Rainha. O produto da venda desta edição reverte a favor da edificação do monumento à memória da fundadora das Caldas. Tricromia e impressão de Bertrand (Irmãos) Ltd. Travessa da Condessa do Rio, 27. Lisboa."quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
244.ª Página Caldense

243.ª Página Caldense
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
234.ª Página Caldense
sexta-feira, 14 de dezembro de 2007
199.ª Página Caldense / Prémio Pessoa
MOCIDADE PORTUGUESA FEMINIA
IRENE FLUNSER PIMENTEL
"Todas as raparigas que se honrem de pertencer à Mocidade Portuguesa Feminina, sabem que esta patriótica instituição escolheu as memórias de duas excelsas mulheres para nelas colher inspiração para as suas prestantes iniciativas. [...]

Não julgo, porém, sacrilégio, que, nos seus momentos de ardorosa e colectiva súplica ao Céu pela felicidade da Pátria e da grei, as filiadas da mocidade portuguesa feminina envolvam os nomes de D. Filipa de Lencastre e de sua bisneta, a Rainha D. Leonor, em fórmulas de prece, como se evocam os dos santos, medianeiros entre nossas aspirações e a divina misericórdia." [Pág.120]
Irene Pimentel - que já nos concedeu a honra da sua visita - foi a personalidade galardoada com o Prémio Pessoa 2007
[Mocidade Portuguesa Feminina. Irene Flunser Pimentel. A Esfera do Livros. 1.ª Edição, Novembro de 2007. ISBN 978-989-626-081-1]


























