quarta-feira, 17 de março de 2010
Uma História vivida na lagoa da Foz do Arelho
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Café Literário
«Vai ser apresentado no CCC o livro "De África - From Africa - D´Afrique", do antropólogo Zica Capristano.Esta obra resultou das diversas viagens de Zica Capristano ao continente africano e constitui um testemunho de convivência com Povos e Comunidades que, hoje como no passado, celebram tradições, culturas, práticas e saberes representativos de todo um legado milenar.
«“Tenho trabalhado sobretudo na área da Antropologia Cultural”, contou o autor, de 63 anos, um dos primeiros em Portugal a dedicar-se à Antropologia Visual. Desde cedo que é também um apaixonado pela fotografia. Em Inglaterra foi responsável pelo programa televisivo People of the Earth.
Zica Capristano é o cônsul honorário em Portugal do Mali e do Benin e é membro da Royal Geographical Society e da Royal Antropological Institute (ambos na Inglaterra).
É também descendente da família Capristano, que se notabilizou pela empresa de transportes de passageiros e de turismo homónima, e que teve um papel fundamental no desenvolvimento das Caldas dos anos 40 aos anos 60.
Apesar de ter nascido em Lisboa, foi nas Caldas que viveu até aos 14 anos. Frequentou o Externato Ramalho Ortigão e sempre que vem às Caldas “cumpro uma espécie de roteiro”, contou, explicando que dele constam locais como a Praça da Fruta, a Rua das Montras, a Zaira, o Parque, a Pastelaria Machado e o cemitério. Visita os amigos de infância e vai à Foz do Arelho recordar os passeios de bicicleta que fazia em miúdo.
Recorda também as regatas no Lago do Parque, os campeonatos de ping-pong ou as matinés passadas no Casino (ex-casa da Cultura) “onde aprendi a dançar a valsa, o tango e o chá chá chá”, recordou Zica Capristano.
Outra das memórias que guarda com carinho foi a subida do Caldas à primeira divisão, nos anos 50.
Tal como o seu avô, este antropólogo tem uma paixão pelo sector automóvel que concretiza participando em corridas e em rallys em todo o mundo.»
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
360.ª Página Caldense
Em Outubro apresentámos “A Praça da Fruta” de Carlos Querido, autor caldense.
Iniciámos Novembro colaborando com a Associação Património Histórico, na apresentação de “Caldas da Rainha no Tempo da II Guerra Mundial” de Mário Tavares, outro autor da terra.
Na semana seguinte, calcorreámos a cidade na companhia de Bordalo Pinheiro.
Uns dias depois recebemos a visita de António Lobo Antunes, um autor que consideramos como nosso.
Entretanto um gato de cara pasmada entrou na livraria e por aqui andou a fazer estragos. Desceu, subiu, desceu, subiu pela coluna preta e finalmente parou a olhar para os livros expostos sobre a mesa.
Ainda estou para saber o que é que ele escolheu para ler. Ou ainda não se decidiu?
Dezembro começou da melhor maneira; com a visita de Ricardo Araújo Pereira.
Apresentei-o, dizendo:
“Muito boa noite e muito obrigada pela vossa presença neste Café Literário, promovido pela Loja 107.
Se me permitem, começo por agradecer à Direcção do Centro Cultural e de Congressos o incondicional apoio sempre dado à realização destes encontros que têm por objectivo a partilha de leituras com a cidade.
À editora Tinta da China, o meu reconhecimento por ter acedido a trazer às Caldas da Rainha mais um dos seus autores.
Bárbara Bulhosa, muito obrigada.
O nosso autor convidado desta noite dispensa qualquer apresentação.
Todos nós o conhecemos dos diversos programas televisivos onde, em parceria com os seus companheiros de trabalho, faz a dissecação impiedosa da nossa sociedade, desmontando com ironia os tiques e os clichés de um mundo ôco que vive e se alimenta de frases feitas e do espectáculo permanente.
É talvez menos popular a sua actividade de cronista semanal.
Quanto a mim, confesso que às quintas-feiras – dia de saída da revista “Visão” – contrariando o cânone recomendado pelo mais básico bom senso, ao começar a folheá-la, faço-o sempre pela última página.
E porquê? Porque é aí que encontro a “Boca do Inferno”, assinada por Ricardo Araújo Pereira.
A crítica feita pelo riso e a análise social mediada pelo humor, são das mais difíceis formas de comunicação: para resultar, têm que ser feitas com fina inteligência, de ridicularizar sem ofender, de dar ênfase a atitudes imperceptíveis, de brincar com situações inesperadas.
Fazer rir é, quanto a mim, a mais difícil das artes, e, no que respeita a esta opinião, sei que estou em muito boa companhia.
Nas suas crónicas, Ricardo Araújo Pereira consegue ser impiedoso na leitura dos factos sociais e, ao mesmo tempo, implacável nas soluções que equaciona.
Vejamos, por exemplo, quando escreve o seguinte:
“Parece clara a razão pela qual não existe pena de morte em Portugal não tem que ver com pruridos morais, mas com problemas jurídicos. No nosso país, crimes graves podem ser punidos com pena suspensa. Seria uma questão de tempo até um tribunal português decretar uma sentença de condenação à morte por injecção letal suspensa. Nós não abolimos a pena de morte por amor à dignidade do ser humano. Foi por medo do ridículo.”
Com toda a propriedade podemos considerar esta análise mordaz da justiça em Portugal, verdadeiramente mortífera.
Aqueles que me conhecem sabem que tenho uma admiração incomensurável pela obra de um dos nossos grandes caricaturistas sociais: Rafael Bordalo Pinheiro.
Assim, a maior homenagem que posso prestar ao meu convidado de hoje, é dedicar-lhe uma definição de humor com origem na pena de Bordalo Pinheiro.
Aqui vai:
“Humor é o mesmo que pregar um prego no estuque novo de uma casa, com protesto de senhorio.”
Ricardo Araújo Pereira é um mestre a pregar pregos e queremos garantir-lhe que, sempre que quiser, havemos de arranjar muitos estuques para pôr à sua disposição.
Muito obrigada”.
Serões inesquecíveis passados na melhor das companhias. Entre amigos.
segunda-feira, 30 de novembro de 2009
domingo, 22 de novembro de 2009
Café Literário
segunda-feira, 9 de novembro de 2009
Café Literário
Sobre o livro, diz o autor na nota de apresentação:
“Sempre senti um forte apelo intelectual, até fascínio, pela compreensão dos dramáticos acontecimentos, que marcaram o destino dos homens – na Europa e no Mundo -, vividos durante a década de 1936 a 1945: a Guerra Civil de Espanha e, logo depois, a 2ª Guerra Mundial. Acontecimentos que correspondem, também, aos anos da minha infância.
As Caldas foram, ao tempo da 2ª Grande Guerra – devido à política de neutralidade assumida pelo nosso país -, terra de refugiados e de espiões. A nossa cidade foi, dadas as infra-estruturas hoteleiras que então possuía, uma das localidades escolhidas, pelo governo de Salazar, para “campo” de acolhimento daqueles que procuravam, em Portugal, a fuga ao terror imposto pela máquina de guerra nazi.
Estes tremendos cataclismos haviam de modificar, drasticamente, a maneira de viver dos caldenses: tanto no que concerne à economia, como aos parâmetros comportamentais da população.”
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Café Literário
terça-feira, 23 de junho de 2009
Tertúlia Art&Ciência
Prof. Filipe Duarte Santos
FILIPE DUARTE SANTOS é professor catedrático de Física na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Dedica-se, desde 1980, à investigação nas Ciências do Ambiente e em especial às Mudanças Globais e Alterações Climáticas. É professor convidado de várias universidades prestigiadas dos Estados Unidos da América e da Europa. Com cerca de cento e vinte artigos científicos publicados, coordenou a redacção do primeiro e único Livro Branco sobre o Estado do Ambiente em Portugal, publicado em 1991. Integra desde 1998 o Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável e é membro efectivo da Academia das Ciências de Lisboa. É gestor da área de Desenvolvimento Sustentável do Programa Ibero-Americano CYTED – Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento.
A ênfase é colocada nas incertezas e nos riscos do futuro a curto prazo – nos próximos cinquenta a cem anos – no que respeita à degradação ambiental e à sustentabilidade do actual paradigma de crescimento.
Depois de analisados os discursos sobre o desenvolvimento e o ambiente, defende-se que o discurso mais promissor é o do desenvolvimento sustentável, embora a sua implementação nos últimos trinta anos esteja ainda longe do desejável.
Um grande livro escrito por um cientista português reconhecido internacionalmente como um dos mais reputados especialistas mundiais nestas matérias.
Loja 107, Livraria partilhando leituras
Co-produção com o Centro de Cultural e Congressos
Caldas da Rainha – Junho 2009
segunda-feira, 25 de maio de 2009
Darwin à Conversa
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Apresentação de Livro
"A Educação do Meu Umbigo" começou por ser um blogue e Paulo Guinote estava longe de imaginar que, poucos anos depois, os seus textos seriam publicados num livro.Segundo a Porto Editora, o blogue de Paulo Guinote "ganhou o estatuto de referência mobilizadora da revolta de toda uma classe profissional", a dos professores.
quinta-feira, 16 de abril de 2009
Café Literário
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
Breve Reportagem de uma Noite Memorável
Muito boa noite a todos.
Neste quase final de ano de 2008, em que a Loja 107 realiza, em colaboração com o CCC, este último Café Literário, permitam-me que as minhas primeiras palavras se dirijam à Direcção do Centro Cultural e de Congressos.
Em primeiro lugar para agradecer, publicamente, todo o apoio recebido sempre que me propus organizar ou dinamizar eventos relacionados com o livro e a sua divulgação; em seguida, para exprimir a minha gratidão pela confiança demonstrada na capacidade de concretização das várias actividades realizadas; por fim para manifestar os meus votos, o meu desejo, de que este modelo de colaboração, ou um outro, quem sabe, possa continuar a dar bons frutos em anos futuros.
À Direcção do CCC, o meu muito e muito obrigada.
Não posso ainda, nesta ocasião, deixar de referir um amigo de longa data, o Zé Francisco Feição, das Publicações Dom Quixote, pois sem a sua intervenção, uma noite como esta nunca teria sido possível. Zé Francisco, para si, um forte abraço.
Quanto a todos os que optaram por passar mais este serão na nossa companhia, não quero deixar de aproveitar a oportunidade de vos desejar Boas Festas e um Feliz Natal, e de fazer votos para que nos seja possível ultrapassar os tempos difíceis e duros que nos esperam.
Esta é uma noite muito, mas muito especial.
Somos os anfitriões – pela quinta vez – do escritor António Lobo Antunes.
Seja-me pois permitida a imodéstia de sublinhar que este facto é, sem sombra de dúvida, o elemento que mais valoriza o meu curriculum livreiro.
Escritor fascinante, senhor de um trabalho ímpar de destreza escrita, detentor de uma personalidade vincadamente literária, autor de mais de 20 livros, galardoado com um sem número de prémios e distinções universais de carácter cultural, António Lobo Antunes dá-nos hoje, uma vez mais, a satisfação de podermos contar com a sua presença.
Não vos vou falar da obra do escritor: falta-me, para tanto, o conhecimento e também «o engenho e a arte».
Sobra-me contudo o direito de falar e de sentir o autor da obra.
E, mesmo a propósito, vem-me à lembrança Daniel Pennac que, no seu livro “Como um Romance”, define os 10 princípios que designa como os direitos de quem lê.
Permitam-me então que vos relembre "Os Direitos Inalienáveis do Leitor":
1.º – O direito de não ler;
2.º - O direito de saltar páginas;
3.º - O direito de não acabar um livro;
4.º - O direito de reler;
5.º - O direito de ler não importa o quê;
6.º - O direito de amar os heróis dos romances;
7.º - O direito de ler não importa aonde;
8.º - O direito de saltar de livro em livro;
9.º - O direito de ler em voz alta;
10.º - O direito de não falar do que se leu.
E agora, permitam-me ainda que acrescente eu própria, mais um, que a partir deste momento se torna também universal:
Décimo primeiro artigo dos "Direitos Inalienáveis do Leitor":
- O direito de uma livreira expressar publicamente o seu amor pela obra de um grande escritor, quando esse escritor se chama António Lobo Antunes.
Muito obrigada.
Isabel Castanheira, Livreira
Caldas da Rainha, 12 de Dezembro de 2008
domingo, 7 de dezembro de 2008
Café Literário
domingo, 30 de novembro de 2008
Café Literário
A apresentaçãpo deste livro terá a participação do Dr. João B. Serra e do Arq. Rodrigo de Freitas. Estarão presentes as autoras: Cristina Horta e Elsa Rebelo.
Dia 6 de Dezembro de 2008 - sábado
Café do Centro Cultural e de Congressos - 17,00 Horas
"Um livro escrito por quatro especialistas em História da Arte e em faianças. Neste livro é analisada a história da famosa fábrica de faianças que produziu as populares peças de Bordalo Pinheiro. São também analisadas as caracaterísticas da louça das Caldas e o processo de fabrico e técnicas de cozedura e moldagem."
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Café Literário
Contamos com a sua presença
sexta-feira, 14 de novembro de 2008
Café Literário
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
Café Literário
quarta-feira, 24 de setembro de 2008
Café Literário
JOÃO DIAS
Café literário, 21,30 Horas, Cheap n'Chic Café
Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha



















