Partilhando leituras

Livros sobre Caldas da Rainha, Rainha D. Leonor, Bordalo Pinheiro, caricaturas,

cerâmicas, gatos e algo mais...

sábado, 27 de julho de 2013

As Moscas

Li, nos jornais locais, que presentemente por estas bandas existe um grande problema que tem dado muitas dores de cabeça a muito boa gente.

De que se trata? De moscas… Quem diria que num país com tantos problemas, com tantas danças políticas, com tantos fandangos autárquicos, surgia agora o problema motivado por tão irrequieto insecto. Como a leitura das notícias referentes a tão insólito fenómeno, me deixou muitíssimo preocupada, tentei encontrar uma solução para tão exótico acontecimento.

Li, li, reli e eis que ... Eureka!

Solução à vista: desenhada por Rafael Bordalo Pinheiro, numa página d’O António Maria de 1892. Título: A Política. 

As moscas todas metidas dentro de uma gaiola. O Zé Povinho toma conta delas não vá alguma dar de frosques!

Um pequeno senão … estas moscas são os políticos, tão chatos como as moscas propriamente ditas. Estão ambos,em boa companhia, os políticos e as moscas, bem aferroados na gaiola. 

Há que confiar no Zé Povinho para que não deixe escapar nem os politicos nem as moscas...

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Bordalo vai ao Teatro

 Rafael Bordalo Pinheiro
Imagens e Memórias de Teatro
Autor: Maria Virgílio Cambraia LOpes
Edição: Museu Bordalo Pinheiro / Imprensa Nacional Casa da Moeda
Tiragem: 1000 Exemplares - 1.ª Edição Fevereiro  de 2013 

Zé Chucha
(Museu Rafael Bordalo Pinheiro)

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Sá da Costa

Livraria Sá da Costa

A notícia era esperada. Amanhã sábado, a Livraria Sá da Costa fecha as suas portas. Situada em pleno Chiado, um dos lugares privilegiados da baixa Lisboa, mais uma livraria que encerra.

Como livreira tive contactos assíduos com a editora Sá da Costa, cujos escritórios se situavam um pouco mais acima, no Largo Camões, num velho prédio pombalino, que tinha umas escadas que pareciam que terminavam no céu.

O catálogo da Sá da Costa, era um catálogo escolhido, principalmente, de autores portugueses, de que hoje já não se fala, e que desapareceram completamente do mercado. Alguns, ainda se vão encontram nos alfarrabistas.

Mas hoje em dia, quem lê? - António Sérgio, Frei Luis de Sousa, Vergílio, Cavaleiro de Oliveira, D. Francisco Manuel de Melo, Albino Forjaz Sampaio, Rodrigues Lobo, João de Barros, Diogo do Couto, Sá de Miranda, Diogo do Couto, e tantos mais … Fernão Mendes Pinto, Bocage, António Gedeão …

Com umas edições sóbrias onde predominava o castanho, as capas dos seus livros possuíam uma linha identificativa, simples e agradável.

Hoje são, na sua grande maioria, autores sem leitores.

Não se passou assim tanto tempo, mas os hábitos de leitura alteram-se radicalmente. Para bem ? para mal? Escuso-me de comentar. Como em tudo, há excepções.

Esses livros, não estão na moda; não possuem capas brilhantes, nem títulos enigmáticos a focar a atenção do futuro leitor para conteúdos surpreendentes.
Relembrei algumas edições da Sá da Costa. A partir de domingo, nem livros, nem livraria.


Lamento o desaparecimento de mais uma livraria.Não restam dúvidas que os tempos actuais são mortíferos para com a cultura …

Na minha última visita à Livraria Sá da Costa, feita talvez no início deste ano, encontrei lá a pintar um artista de origem asiática. Pintava gatos com o formato dos símbolos da caligrafia oriental. Comprei um gato. É preto, elegante, de cauda erguida, porte elegante e focinho meigo. É a minha útima recordação da Sá da Costa, que vive junto a todos os  meus gatos que são lembranças de vivências. 

sábado, 6 de julho de 2013

O caso em que os «os» fazem toda a diferença



Um dos elementos identificadores de um livro, é o seu título. E estou em crer que tanto o autor como o editor desejam que o livro escrito e editado seja possível de identificar sem qualquer equívoco. O título também é demonstrativo do cuidado como a edição é tratada, pretendendo-se que ele seja único.

Tenho notado que esse cuidado está um bocado esquecido, pois surgem no mercado livros com título iguais ou muito parecidos, proporcionando confusões.

É o caso de um livro surgido ultimamente e de grande divulgação na SIC, que tem o título «Sete Minutos», precisamente o mesmo título de um livro de Irving Wallace, que foi um grande sucesso, salvo erro, nos anos 80: «Os Sete Minutos», considerando pelo autor o tempo médio que uma mulher leva a atingir o orgasmo.

A publicação de um livro com o mesmo título, é cópia, distracção, ou ignorância?

Ou basta «os» para fazer toda a diferença?

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Senhora Deitada Lendo um Livro

Almada Negreiros
Sem Título (Senhora deitada lendo um livro)
Grafite sobre papel, 1928
Colecção CAMJA/FCG
Fotografia de José Manuel Costa Alves
in: Almada Negreiros, Rui-Mário Gonçalves, Caminho

Uma imagem bela e serena em contraponto aos tempos conturbados que vivemos...

segunda-feira, 1 de julho de 2013

Museu Rafael Bordalo Pinheiro - Novas Aquisições


CICLO NOVAS AQUISIÇÕES

O Ciclo Novas Aquisições pretende apresentar, com periodicidade trimestral, as mais recentes peças inseridas no seu acervo (depois da reabertura do Museu em 2005), e nunca antes expostas ao público. Os visitantes terão acesso a informação detalhada da mesma e co-relacional às colecções do Museu e à obra de Rafael Bordalo Pinheiro.

Para esta quarta peça do Ciclo foi selecionado o exemplar
Prato Arte Nova, peça rodada em barro vermelho vidrado, da autoria de Rafael Bordalo Pinheiro. Datada de 1905, esta é uma peça curiosa pela sua posição de charneira na produção cerâmica de Bordalo, revelando já a adesão assumida às novas tendências da Arte Nova. Foi adquirida em leilão pelo Museu Bordalo Pinheiro em 2005.

Esta mostra está patente de 18 de Junho a 31 de Agosto, no 1º piso do Museu Bordalo Pinheiro, de Terça a Sábado, das 10h00 às 18h00.