Partilhando leituras

Livros sobre Caldas da Rainha, Rainha D. Leonor, Bordalo Pinheiro, caricaturas,

cerâmicas, gatos e algo mais...

domingo, 28 de junho de 2009

A Casa do Zé





O Zé é uma figura conhecida de todos nós. Recusando-se a perder a sua liberdade, vive nas ruas da cidade, principalmente na zona da Praça da Fruta.

Por um curto período de tempo ganhou uma casa.

Francisca Deslandes aluna da ESAD, no âmbito de um trabalho curricular, construiu-lhe uma na paragem dos transportes urbanos existente no tabuleiro da Praça.

E o Zé ficou feliz.

terça-feira, 23 de junho de 2009

Tertúlia Art&Ciência


Dia 25 de Junho – Quinta Feira – Pequeno Auditório
21,30 Horas

Convidado:
Prof. Filipe Duarte Santos

FILIPE DUARTE SANTOS é professor catedrático de Física na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Dedica-se, desde 1980, à investigação nas Ciências do Ambiente e em especial às Mudanças Globais e Alterações Climáticas. É professor convidado de várias universidades prestigiadas dos Estados Unidos da América e da Europa. Com cerca de cento e vinte artigos científicos publicados, coordenou a redacção do primeiro e único Livro Branco sobre o Estado do Ambiente em Portugal, publicado em 1991. Integra desde 1998 o Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável e é membro efectivo da Academia das Ciências de Lisboa. É gestor da área de Desenvolvimento Sustentável do Programa Ibero-Americano CYTED – Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento.


QUE FUTURO? - Ciência, Tecnologia, Desenvolvimento e Ambiente. Aborda os principais desafios enfrentados actualmente pelo desenvolvimento social e económico, no contexto das mudanças globais no século XX. Assim, apresenta uma análise pormenorizada das questões relacionadas com as alterações climáticas, a dependência dos combustíveis fósseis, a desfloração, a perda de biodiversidade, a desertificação, a poluição do ar, da água, dos solos e dos oceanos, ao mesmo tempo que trata aspectos relativos aos problemas de superpovoamento, pobreza, injustiças sociais e económicas e conflitualidade.

A ênfase é colocada nas incertezas e nos riscos do futuro a curto prazo – nos próximos cinquenta a cem anos – no que respeita à degradação ambiental e à sustentabilidade do actual paradigma de crescimento.

Depois de analisados os discursos sobre o desenvolvimento e o ambiente, defende-se que o discurso mais promissor é o do desenvolvimento sustentável, embora a sua implementação nos últimos trinta anos esteja ainda longe do desejável.

Um grande livro escrito por um cientista português reconhecido internacionalmente como um dos mais reputados especialistas mundiais nestas matérias.

Loja 107, Livraria partilhando leituras
Co-produção com o Centro de Cultural e Congressos

Caldas da Rainha – Junho 2009

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Festa da Caricatura


Correntes d'Escritas


PRÉMIO LITERÁRIO CASINO DA PÓVOA

REGULAMENTO

1 – O PRÉMIO LITERÁRIO CASINO DA PÓVOA, instituído no dia 11 de Fevereiro de 2003, (então com a designação de PRÉMIO LITERÁRIO CORRENTES D’ ESCRITAS CASINO DA PÓVOA) destina-se a galardoar, anualmente, uma obra em português, editada em Portugal, escrita por autores de língua portuguesa, castelhana e hispânica.

2 – Apenas serão aceites a concurso, as obras publicadas em Portugal (1ª. Edição), excluindo as obras póstumas, editadas entre Julho de 2007 e Junho de 2009.

3 – Não serão admitidas a concurso quaisquer obras cujo autor tenha sido galardoado com o PRÉMIO LITERÁRIO CASINO DA PÓVOA nos últimos 6 anos.

4 – O valor do PRÉMIO LITERÁRIO CASINO DA PÓVOA é, em 2010, de 20.000 €.

5 – O prémio será atribuído nos anos pares a novela/romance e nos anos ímpares a poesia. Assim, em 2010, o Prémio distinguirá Prosa.

6 – O Júri será constituído por 5 elementos, só podendo decidir com a presença de maioria dos membros, sendo 4 designados pela Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, como organizadora do CORRENTES D’ ESCRITAS e 1 designado pelo Casino da Póvoa, dele não podendo fazer parte escritores ou editores com obras a concurso.

7 – A composição do Júri será renovada, todos os anos, em pelo menos 3/5, não podendo os membros designados pela Câmara Municipal da Póvoa de Varzim participar nele mais de dois anos seguidos.

8 – Reunirá o Júri as vezes que entender por forma a que o prémio, em 2010, seja anunciado e atribuído na XI Edição do CORRENTES D’ ESCRITAS – ENCONTRO DE ESCRITORES DE EXPRESSAO IBÉRICA, que se realizará entre 24 e 27 de Fevereiro.

a) Não haverá atribuição de prémios ex aequo do PRÉMIO LITERÁRIO CASINO DA PÓVOA, nem de menções honrosas.

b) O Júri lavrará uma circunstanciada acta final contendo, em anexo, as declarações de voto dos seus membros, podendo, se assim o entender, não atribuir o Prémio, caso nenhuma das obras a concurso o justifique. Da decisão do Júri não haverá recurso.

9 – A Câmara Municipal da Póvoa de Varzim prestará, nas sessões que vierem a realizar-se, todo o apoio necessário ao funcionamento do Júri.

10 – O anúncio da obra premiada será feito na sessão de abertura da XI Edição do CORRENTES D’ ESCRITAS – ENCONTRO DE ESCRITORES DE EXPRESSÃO IBÉRICA, em Fevereiro de 2010, dando-se a conhecer os fundamentos da selecção, através da divulgação das declarações de voto.

11 – A entrega do PRÉMIO LITERÁRIO CASINO DA PÓVOA ao autor galardoado ocorrerá na sessão de Encerramento – Cerimónia Pública – do CORRENTES D’ ESCRITAS, em Fevereiro de 2010.

12 – As edições subsequentes da obra premiada deverão referenciar, em lugar destacado, a menção PRÉMIO LITERÁRIO CASINO DA PÓVOA atribuído no âmbito do Correntes d’ Escritas, bem como na cinta, obrigatória.

13 – A organização divulgará o presente Regulamento através dos órgãos de comunicação social, junto de editores, livreiros e autores, no sentido de que de cada livro, lhe sejam enviados, pelos meios correntes, até 30 de Agosto de 2009, sete exemplares em português, destinados ao Júri e à Biblioteca Municipal da Póvoa de Varzim, e, no caso dos livros traduzidos, uma versão original, por forma a poder ser consultada pelos elementos do Júri, se necessário.

14 – As obras a concurso deverão ser enviadas para a seguinte morada: PRÉMIO LITERÁRIO CASINO DA PÓVOA, ao c/ de Manuela Ribeiro, Correntes d’ Escritas, Câmara Municipal da Póvoa de Varzim, Praça do Almada, 4490 – 438, Póvoa de Varzim.

Póvoa de Varzim, 14 de Fevereiro de 2009

Parabéns Garfield !

Garfield faz hoje 31 anos. Parabéns!!!

quarta-feira, 10 de junho de 2009

Tertúlias Art&Ciência

TERTÚLIAS ART&CIÊNCIA


Autores Convidados:


Dia 16 de Junho – Terça-feira – Salas Multiusos – 21,30 Horas

Prof. Guilherme Almeida

GUILHERME DE ALMEIDA nasceu em Lisboa, em 1950. É licenciado em Física pela Faculdade de Ciências de Lisboa (1978), tendo incluído a Astronomia na sua formação universitária. Ensina Física desde 1974 e lecciona actualmente no Colégio Militar, em Lisboa.

Aprendeu as técnicas de fabrico manual e mecânico de componentes ópticos para telescópios na Oficina de Óptica do Planetário Gulbenkian, em 1970. Há muito que se interessa pela divulgação das observações astronómicas junto do grande público. Utiliza diversos telescópios, mas defende a primazia do conhecimento do céu a olho nu, antes da utilização de instrumentos ópticos de observação.

Guilherme de Almeida tem 7 livros publicados:
♦ Sistema Internacional de Unidades ♦ Itens e Problemas de Física–Mecânica, com Luis Silva e Jorge Valadares ♦ Introdução à Astronomia e às Observações Astronómicas, com Máximo Ferreira ♦ "Roteiro do Céu" ♦ "Observar o Céu Profundo", com Pedro Ré ♦ "Telescópios" ♦ "Chamo-me Galileu Galilei”.

Assinou mais de 60 artigos sobre Astronomia, observações astronómicas e Física, já publicados em diversas revistas. Realizou e orientou mais de 60 acções de formação, palestras e comunicações sobre Astronomia, observações astronómicas e Física, em escolas secundárias, nas universidades de Coimbra e Évora, na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa, nas Conferências Nacionais de Física, nos Encontros Ibéricos para o Ensino da Física e no Observatório Astronómico de Lisboa


Dia 25 de Junho – Quinta Feira – Salas Multiusos – 21,30 Horas

Prof. Filipe Duarte Santos

FILIPE DUARTE SANTOS é professor catedrático de Física na Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa. Dedica-se, desde 1980, à investigação nas Ciências do Ambiente e em especial às Mudanças Globais e Alterações Climáticas. É professor convidado de várias universidades prestigiadas dos Estados Unidos da América e da Europa. Com cerca de cento e vinte artigos científicos publicados, coordenou a redacção do primeiro e único Livro Branco sobre o Estado do Ambiente em Portugal, publicado em 1991. Integra desde 1998 o Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável e é membro efectivo da Academia das Ciências de Lisboa. É gestor da área de Desenvolvimento Sustentável do Programa Ibero-Americano CYTED – Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento.

Filipe Duarte Santos publicou o livro: QUE FUTURO? Ciência, Tecnologia, Desenvolvimento e Ambiente.



Loja 107, Livraria partilhando leituras
Co-produção com o Centro de Cultural e Congressos


A Loja 107 agradece o apoio da Plátano Editora e da Gradiva Publicações e recomenda uma visita ao sítio do CCC de onde consta o programa completo da rubrica VIVE A CIÊNCIA NO CCC.

terça-feira, 9 de junho de 2009

Feriados de Leituras

Carlota Larsson, 1933
Museu do Louvre, Paris

Um banco de jardim, um livro, um gato e um cão por companhia ...
Dois dias feriados para usufruir.

domingo, 7 de junho de 2009

389ª. Página Caldense

Autores e Artistas Caricaturistas e Caricaturado David Mourão Ferreira, caricatura de Teixeira Cabral

[Autores e Artistas Caricaturistas e Caricaturados. SPA/Humorgrafe. Comissário Nacional: Osvaldo Macedo de Sousa. Iniciatica integrada nas Comemorações Nacionais dos 150 anos da Caricatura em Portugal. Lisboa, Novembro de 1977.]

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Olhares....

É sempre possível observar o que nos rodeia sob diferentes perspectivas.

Podemos olhar de frente, de lado, de revés, de soslaio, ou simplesmente não olhar.

Nestes últimos tempos tenho optado por uma visão horizontalmente periférica.

É uma posição inovadora que me permite a obtenção de novos ângulos de observação. Não é uma visão directa, muito menos indirecta, é sim um misto de panorâmica de acima / abaixo, ou de abaixo / acima, dependente da perspectiva em que me coloque.

É uma postura com algo de inovador. Atrevia-me até a dizer que a modernidade de tal posição permite-me obter uma panorâmica renovada de um cenário repetitivo.

Nesta posição vejo o que me rodeia num (des)equilíbrio quase invertido.

Estarei eu a ver tudo de pés para o ar, ou sem pés nem cabeça?

O melhor é mesmo fechar os olhos e “bater” uma confortável soneca no melhor dos confortos, acolhida nos livros que me rodeiam…

Florbela, a gata


quarta-feira, 3 de junho de 2009

388ª. Página Caldense

O Azulejo nas Caldas da Rainha
Memória, Cerâmica, Brilho, Expressão e Narrativa Alegórica
S. Camilo de Lellis. Painel de 15x15 azulejos, cerca de A231,5xL231,5 cm. Localização: Palácio Real (pátio interior). Proveniência: Hospital Termal das Caldas da Rainha, Enfermaria de S. Camilo de Lellis [Página 13]

Rua Cor. Andrade Mendoça, nº. 16. Revestimento da fachada posterior e lateral com azulejos de estampilha. Pormenor do friso e do trabalho de cantaria no topo das janelas. Fábrica Viúva Lamego. 1890 [Página 19]
Rua Ilídio Amado. Palacete Visconde de Sacavém. Floreiras do Museu de Cerâmica. Azulejo relevado padrão "Rãs". Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha. 1884-1889 (?) [Página 27]
Parque D. Carlos I - Estufas. Frisos verticais em colunas. Azulejos relevados. Manuel Augusto Bordalo Pinheiro. Possivelmente fábrica "San Raphael", Caldas da Rainha. Primeira década do séc. XX. [Página 29]
Rua Dr. Augusto Saudade e Silva, nº. 2. Painel de casa particular. placas de cerâmica. Hansi Stael (modelação de Herculano Elias). Secla. 1954 [Página 30]

[O Azulejo. Memória, Cerâmica, Brilho, Expressão e Narrativa Alegórica. Coordenação: Dora Mendes / Nicolau Borges. AAVV. Edição: Centro Hospitalar das Caldas da Rainha. 1ª. Edição, Outubro de 2007. ISBN 978-972-9547-6-2]

segunda-feira, 1 de junho de 2009

386ª. Página Caldense



Rafael Bordalo Pinheiro e os seus gatos


Artigo: Amigo dos Poetas e da Maria Rita

[…]“Era crime capital matar um gato nos tempos grego romanos do Egipto. A gata, mãe dos gatos, era adorada pelo pequeno povo de Tebas. Gata era a deusa de Bubastis. Gata tem sido muito gente boa. Fez o elogio dos gatos Champfleury num livro imorredoiro. Richelieu era mais doido por gatos que a Maria Rita, de quem aqui falámos, e de quem toda a gente ainda hoje fala quando se fala de gatos. Numerosos são os casos em que o gato, amigo do silêncio e da meditação, se tornou o companheiro predilecto de artistas e poetas. Taine, o poeta da prós, um dia em que quis experimentar o verso, glorificou o gato num soneto que saiu óptimo. Hugo Banville, Gautier, Baudelaire, sempre quiseram ver gatos ao redor de si. Oito chegou a ter François Coppée. A história das duas gatas de Pierre Loti, contada por ele, é uma das suas mais enternecidas páginas. Célebres ficaram os gatos pintados por Paulo de Vos, por Hamilton e por Teniers, como já célebres são hoje os gatos desenhados por Stenlei e os esculpidos por Carabin.

Mas todos esses são ou são gatos criados, engordados e penteados, para a galeria e para a história, muito bonitos, muito seleccionados, muito apurados.

Ao passo que os nossos, não. Os nossos são o que são. Ainda mesmo aqueles que foram de criação de artistas e poetas, como esses que deram a Fialho, o tipo dos Gatos, a Eça o Dom Bonifácio dos Maias, a Rafael Bordalo todos os que percorrem, de rabo no ar e o espinhaço em arco, como gatos espavoridos de um sabbat, as páginas do António Maria; e aqueles que são familiares de outras musas, como a Colombina de João Penha, e esse regalado e pançudo D. Beltrão de Figueirôa, que se não farta de dormir, a bom dormir, acocorado sobre a mesa em que Júlio Dantas trabalha – ainda mesmo esses são gatos que se contentam com as festas do dono e não olham a celebridade. Tanto lhe faz trazer laço de seda cor-de-rosa e guiso ao pescoço, como não. Façam-lhe versos, sirvam-se deles para modelo de obras de arte, tanto se lhes dá. O que eles querem é festa, muita bichinha gata, o tacho da paparoca sempre bem cheio, liberdadezinha em Janeiro, boa soalheira em toda a volta doa ano. E também gosta muito que o tratem por bichano.[…]

Alfredo Mesquita

[Ilustração Portuguesa, 1.º semestre de 1907. Nota: O volume que me foi dado consultar não conserva as capas desta publicação, daí a dificuldade numa mais concreta identificação da data deste artigo.]

385ª. Página Caldense

BORDALINA
Joana Vasconcelos
Tom 2009

Olé!!! 2009

[Bordaliana. Joana Vasconcelos. Edição: Fundação PLMJ. Tiragem 2000 exemplares, 2009. ISBN 978-989-95984-2-3]

Página Priapiana

in: A Febre da Primavera, de Michel Bridenne, Edição: Meribérica / Liber
1.ª Edição, 1988, ISBN 972-45-0332-1