Partilhando leituras

Livros sobre Caldas da Rainha, Rainha D. Leonor, Bordalo Pinheiro, caricaturas,

cerâmicas, gatos e algo mais...

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Escreve uma carta ao pai Natal





Escreve uma carta ao Pai Natal

* Natal de 2007 *



O Natal é sinónimo de harmonia e solidariedade.

A Loja 107 – Livraria, convida os jovens leitores a escreverem uma carta ao Pai Natal (até 2.000 caracteres).

Até ao dia 25 de Dezembro envia a tua carta para o Pai Natal da Loja 107, Rua Heróis da Grande Guerra, 107/109 – 2504-910 Caldas da Rainha.

Serão considerados dois escalões etários:
- dos 6 aos 10 anos, e
- dos 11 aos 14 anos.

Às duas melhores cartas de cada escalão, o Pai Natal da Loja 107, oferecerá Livros; dois pacotes de livros no valor de 75,00 Euros (1º.s Prémios) e outros dois no valor de 50,00 Euros (2º.s Prémios).

As cartas premiadas serão publicadas na Gazeta das Caldas, cujo apoio a Loja 107 muito agradece.

Os prémios serão entregues no Dia de Reis.

Loja 107 Livraria partilhando leituras e Natais com a cidade

domingo, 25 de novembro de 2007

195.ª Página Caldense

Uma (quase inexistente) parede de loiça caldense ....


O gato fugidio ...

[Mais uma vez o meu agradecimento à Margarida Araújo pela actualidade das fotografias.]

Onde Fica?

Gato escondido à espreita....

194.ª Página Caldense

O 1.º ENCONTRO ORNITOLÓGICO DO PAÚL DE TORNADA

"Importa-nos muito preservar o equilíbrio da natureza. Reconheço que o Paúl de Tornada, à semelhança de outras zonas húmidas é muito importante na passagem das aves migradoras. Muitas pessoas na região desconhecerão isso, e é através de encontros como este que se vai dando a conhecer a realidade do Paul e sensibilizando as populações para a sua importância.

O casal das Graças-vermelhas que aqui vem nidificar e algumas outras espécies estão muito dependentes da existência desta áreas."

[1.º Encontro Ornitológico do Paúl de Tornada. Tornada 1-2/Dezembro/1989. Associação de Defesa do Paúl de Tornda. Largo do Rossio. Tornada. Edição: 500 Exemplares.]

domingo, 18 de novembro de 2007

Leituras

PICASSO - LE CHAT


O Público - 18 de Novembro de 2007

Itália comemora o Dia do Gato Preto


"A Itália comemorou ontem o Dia do Gato Preto, uma iniciativa de grupos de defesa dos animais para tentar acabar com o abate de milhares de gatos devido à superstição que associa estes felinos à má sorte. Só o ano passado podem ter sido mortos 60.000."

sábado, 17 de novembro de 2007

192.ª Página Caldense

A CONQUISTA DE LISBOA POR UM CALDENSE
JULIETA FERRÃO

[...] "E, se também não fui testemunha do início da conquista de Lisboa por um Caldense, cheguei ao mundo, em Lisboa, ainda a tempo de presenciar a consolidação dessa conquista, feita deliberadamente a golpes de talento, de estudo, de perseverança, de inteligência e lealdade por José Malhoa, o caldense agora em foco, talvez o maior dos caldenses; e a tempo também, felizmente, de com ela privar numa familiariedade amiga feita de admiração e estima." [..][Pág. 10 e 11].


[A Conquista de Lisboa por um Caldense. Conferencia realizada no Grupo de Amigos de Lisboa, no dia 14 de Maio e repetida no Museu Provincial de José Malhoa, das Caldas da rainha, no dia 7 de Agosto de 1955. Julieta Ferrão. Caldas da Rainha. Data de Edição: 1955. 34 Páginas numeradas + folhas de guarda + capas. Composto e impresso na Tipografia Ideal, Calçada de S. Francisco, 13 e 13 A Lisboa.]

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

191.ª Página Caldense


CONTRIBUIÇÃO PARA O CONHECIMENTO
DO PALEOLÍTICO DAS CALDAS DA RAINHA
GEORGES ZBYSZEWSKI e CARLOS PENALVA

[...] Todas as jazidas situam-se numa área que se estende entre a Serra do Bouro, Foz do Arelho, Caldas da Rainha, Gaeiras e N de Óbidos.

Do ponto de vista geológico, estão localizadas no interior do chamado "Vale tifónico de Caldas da Rainha-Óbidos", cujo fundo é contituído por argilas, margas, calcários morgosos e calcários doliomíticos do Infralias, recortados por filões e cheminés de rochas eruptivas (filão de Gaeiras, etc.), e cobertos por depósitos, sobretudo arenosos e cascalhentos, do Pliocénico marinho e por lignitos e diatomitos do Pliocénico continental. [...]

[Contribuiçlão para o Conhecimento do Paleolítico das Caldas da Rainha. Autores: Georges Zbyszewski e Carlos Penalva. Separata de ETHNOS. Revista do Instituto Português de Arqueologia, História e Etnografia. Volume III - Lisboa. MCMLXXIX. 30 Páginas numredas + Capas. Dimensões: 17,00 x 24,00 cms.]

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

190.ª Página Caldense


PALEOLÍTICO DAS CALDAS DA RAINHA
AFONSO DO PAÇO e HIPÓLITO CABAÇO

[...] "No verão de 1937, um dos signatários de presente trabalho (H.C.) em uso das águas nas Caldas da Rainha, encontrou alguns exemplares paleolíticos, e nos anos seguintes, até 1951, redobrando as suas pesquisas no período em que fez tratamento, recolheu cerca de duas centenas de peças que se guardam na Quinta da Boa Água, no Carregado, casa de António da Costa Cabaço." [...] [Pág. 3]

[Paleolítico das Caldas da Rainha. Autores: Afonso do Paço e Hipólito Cabaço (da Associação dos Arqueólogos Portugueses). Trabalhos patrocinados pelo Instituto de Alta Cultura. Lisboa. 1964. Separata da "Brotéria" Vol LXXVIII (1964) 158-165. Tipografia Porto Médico, Lda. Praça da Batalha, 12 A. Porto. Dimensões: 15,50 x 21,50 cms. 10 Páginas numeradas + páginas de guarda + Capas.]

domingo, 11 de novembro de 2007

Pede um Desejo

"Era uma vez duas pequenas fadas que viviam num Bosque Encantado. Adriana era alegre.

Ria-se por tudo e por nada. Dançava de braços abertos ao som do canto dos pássaros, gostava da chuva e do vento.Tinha olhos azuis como o mar e duas tranças vermelhas que lhe chegavam ao rabo.

Lucibel era doce. Gostava das flores, das estrelas , das pedras. Do aroma das tílias, das noites passadas na margem do lago a medir quartos de lua. Tinha os olhos em forma de amêndoa, castanhos e claros, e caracóis verde-alface.


As duas eram as maiores amigas do mundo." ....

[Pede um Desejo. Inês de Barros Baptista e ilustrações de Vera Pyrrait. Ambar]

Bloco de Notas

No passado dia 28 de Outubro, tive a honra de ter sido distinguida pelo Rotary das Caldas da Rainha, como Profissional do Ano. Estas são as palavras que tive a oportunidade de proferir na ocasião.

Minhas Senhoras e Meus Senhores:

Caros Amigos:

Desde sempre, tenho tido as palavras por companhia.

De início, as palavras faladas, depois as lidas, recentemente algumas escritas e, só muito raramente, as palavras discursivas.

Por isso, confesso-vos o meu pouco à vontade e peço a vossa benevolência para os próximos, breves, minutos.

Desde já, quero expressar o meu profundo reconhecimento ao Rotary Club das Caldas da Rainha, que me distinguiu com a menção de profissional do ano. Mais do que o desempenho de um ano, sei que a vossa intenção é reconhecer todo um percurso profissional.

Aceitem, por favor, a minha profunda gratidão.

Tirando alguns anos de uma já distante juventude, tempos de muitas palavras lidas a que se seguiram anos de preparação profissional – em que as palavras tomaram um sentido mais técnico – e de uma breve incursão por outras áreas de actividade, tenho-me visto sempre a trabalhar com a palavra impressa.

A minha vida tem sido vivida entre livros.

Mas também como não fazê-lo se atender às palavras de Eugénio de Andrade?

“Os livros. A sua cálida,
terna, serena pele. Amorosa
companhia. Dispostos sempre
a partilhar o sol
das suas águas. Tão dóceis,
tão calados, tão leais.
Tão luminosos na sua
branca e vegetal e cerrada
melancolia. Amados
como nenhuns outros
companheiros
da alma. Tão musicais
no fluvial e transbordante
ardor de cada dia.”

Por razões que a razão desconhece, – traga-se à lembrança a sabedoria de outro poeta – condicionada pelos imprevistos da vida, a minha actividade como livreira e o meu percurso como caldense são quase coincidentes.

Desenvolveram-se em trajectórias paralelas, cruzando-se em acontecimentos e factos.

Certamente não seria uma coisa sem a outra. Os livros e a cidade em que vivo fundiram-se, entranharam-se em mim, e hoje sou como que uma amálgama moldada por essas vivências.

Não vou estar com falsas modéstias: orgulho-me de ter proporcionado aos caldenses a visita dos mais ilustres homens das letras portuguesas. Orgulho-me de ao longo de mais de trinta anos ter partilhado leituras com a cidade.

Não vou enumerar os escritores que trouxe até nós. Uns de maior nomeada que outros, mas todos eles com nome já inscrito na história literária e social portuguesa do século XX.

Repito: não vou recordar os seus nomes; eles estão certamente guardados na nossa memória colectiva. Oferecendo a sua presença à cidade, enriqueci-a na sua história cultural.

O que fiz, fi-lo com a grande satisfação de quem gosta do que faz, e contando sempre com o apoio incondicional daqueles perante quem respondo sob o ponto de vista da gestão comercial. E sempre, mas sempre, com a presença dos amigos…

As Caldas constituíram – sem equívocos – uma fonte de inspiração aos mais diversos escritores.

Fossem eles, cronistas, historiados, aventureiros, políticos, jornalistas, forasteiros, ou simples passeantes, sempre encontraram na nossa terra motivo de interesse, que passaram a palavra escrita. Convido-vos a folhearem comigo, algumas dessas páginas.

Impõe-se desde já a figura incontornável e mui solene da Senhora Rainha D. Leonor, que assim determina:

“E portanto nós, a Rainha D. Leonor, Mulher d’El Rei D. João, meu Senhor, que Santa Glória haja, o segundo que foi de Portugal,
[…]
determinamos e ordenamos em louvor de Deus e de Nossa Senhora A Virgem Gloriosa Maria, sua Madre, e por usarmos de caridade com os próximos, mandar fazer uma igreja da invocação de Nossa Senhora do Pópulo e um Hospital dentro em a nossa vila das Caldas, em que queremos que se cumpram as ditas Obras de Misericórdia espirituais e corporais quando possível for.”


Uma página adiante e pelas palavras de Nicolau Tolentino de Almeida, – lembram-se dele dos velhos tempos do liceu? É nos seus versos que saem colchões de dentro dos toucados… - ficamos cientes que:

“Não há nas Caldas
Melancolia
Dão alegria
Os ares seus.

Negras tristezas,
Adeus, Adeus.”

Avancemos …

Escutemos as palavras de Seixas Brandão, doutor em medicina pela Universidade de Montpellier, que no seu estudo “Análise e Virtudes das Águas Termais das Caldas da Rainha”, escreve:

“Os divertimentos das Caldas não são certos, eles variam conforme o género, a qualidade, o gosto e as posses dos que vêm cada ano; comummente, um pequeno jogo de cartas, a música, alguma coisa de dança, ocupa as noites nas casas que se patenteiam a estas recreações; […] os divertimentos de dia, são de manhã na Copa, de tarde nas partidas de prazer, em cavalgaduras pequenas, ao Senhor da Pedra, a Óbidos, à lagoa, ao Convento dos Padres Arrábidos das Gaeiras, ou em passear na cerca e quinta do Hospital, onde há, além do pomar, horta, jardim e vinhas, um delicioso bosque, cortado de várias e compridas ruas, nas quais, somente se conhece o artifício. Há também outras quintas ao redor da Vila e uma rua de loureiros à entrada dela para os exercícios mais moderados.”

Podia lá eu esquecer “Os Gatos” assanhados de Fialho de Almeida?

Ouçamo-lo:

“O que por agora me traz das Caldas às páginas ásperas e reputadamente hostis deste panfleto, é o desejo de fixar uma expressão do génio de Bordalo, que me parece ainda pouco conhecida, e de fazer a exacta reportagem duma das obras mais estranhamente originais que há muito tempo vêem luz na escultura do pais.”

Contundentes as palavras do caldense Raul Proença:

“As Caldas da Rainha são uma das terras mais banais do pais, (construções de péssimo gosto) mas uma estação de verão agradável (…) e um centro de admiráveis excursões.”

Chamo agora, outro autor caldense: Luís Teixeira.

Escutemo-lo:

“Naquele tabuleiro da Praça, onde, em menino, me entretive a riscar os primeiros desenhos com os rígidos carvões dos arco-voltaicos que outrora a iluminavam, ainda assisti a esse espectáculo alucinante, de desarmónicas estridências em que a música velha discutia, sinfonicamente, com a música nova as suas divertidas rivalidades, num duelo de polcas e mazurcas, competição que esgotava o fôlego dos cornetins entusiasmados e deixava pálidos e ofegantes, tontos de canseira, os pobres mestres que regiam essas fabulosas bandas de outras eras.
[…]
Passava por ali o círio a caminho da Senhora da Nazaré, entre um coroa de loas e gordos cestos de rescendentes petisqueiras, levando o deslumbramento da berlinda doirada e dos pendões coloridos que deixavam nas nossas ruas e na minha imaginação juvenil a imprecisa sensação de que uma estrela cadente rolava sem demoras pelas estradas da vizinhança do termo.”

Obrigatório: ouvir Ramalho Ortigão.

E quem senão ele, para falar sobre a obra de Rafael Bordalo Pinheiro?

“No interior deste edifício, ao longo de balcões ornados de lambéis nacionais, e de chitas da Índia e da Pérsia, acha-se instalada a venda das louças artísticas das Caldas, as mesmas que em Paris, há dois anos, fizeram a reputação artística de Portugal e o inesperado encanto do mundo. […] É toda uma narrativa iconográfica .

Ao longo destas diferentes peças de faiança, passa um largo trecho da história popular da nossa terra, das nossas conquistas e descobrimentos, das nossas crenças, dos nossos usos.
[…]
Assim, quando no século XX hajam desaparecido todos os demais vestígios da nossa actividade nacional, a sobrevivência de uma peça artística da louça das Caldas da Rainha, testemunhará que em nossos dias a terra portuguesa encontrou entre os seus naturais um Lucca della Robia, que, amassando-a em água e modelando-a nos dedos, a fez falar ao mundo em nome da poesia tradicional e do talento hereditário da raça lusitana.”

Dando agora um grande salto, - só possível no mundo imaginado da criação literária, - e a finalizar esta breve incursão pelo vasto universo dos dizeres caldenses, as incontornáveis palavras do prémio Nobel – o único prémio Nobel da Literatura em língua portuguesa – José Saramago:

“Onde se está bem é no jardim. Ao mesmo tempo íntimo e desafogado, o jardim das Caldas da Rainha é, para usar o nariz de cera, um lugar agradável.
[…]
O viajante senta-se por aqueles bancos, divaga ao longo das suas áleas, vai vendo as estátuas, naturalistas por via de regra, mas algumas de boa factura, e depois entra no museu.”

Fico por aqui neste enumerar de citações caldenses.

Muito mais haveria para dizer; algumas simpáticas, outras, menos agradáveis.

Uma questão se me levanta: que escreverão os escritores de amanhã sobre as Caldas de hoje?

Que motivos criámos nós, que os façam sentirem-se rendidos ao tema?

Que inspiração lhes oferecemos?

Limitar-se-ão … … a deixar as páginas em branco?

Faço esta pergunta porque neste momento, preocupa-me o presente e muito mais o futuro.

Esta preocupação é sentida no meu dia a dia de prática comercial.

Temos vindo a assistir a profundas modificações sociais com particular incidência no tecido económico.

Surgem dificuldades motivadas pela existência de factores estruturantes exógenos, sobre os quais não temos qualquer controlo.

Não se considerem estas palavras simples queixas de circunstância.

Afirmo-as com toda a sua carga negativa, absolutamente consciente das imensas preocupações e das dificuldades que actualmente estão a ser sentidas por uma ampla maioria do chamado comércio tradicional ou de proximidade.

Esta situação já foi denunciada em variadas ocasiões, e por diversos protagonistas.

Eu própria, numa Assembleia Municipal já tive a oportunidade de tentar despertar as mais variadas sensibilidades para esta questão.

Estas dificuldades, vêem de há muito e são reais.

Não sei, se será só o peso dos anos, ou o desencantamento com a realidade mas sinto-me a viver numa sociedade triste, numa cidade com poucas perspectivas.

Uma cidade em que as preocupações que se fazem sentir, são ouvidas com um certo ar benevolente e depois, … … rapidamente deixadas cair no esquecimento.

Uma cidade que não se tem renovado, que não se abre a novos ventos de modernidade, e que tem perdido o que de interessante, eventualmente, possa ter tido.

Custa-me, passados que são mais de setenta anos, ter que dar razão a Raul Proença: "Caldas da Rainha é" – actualmente – "uma das cidades mais desinteressantes do país."

Hoje, chamaram-me aqui para me fazer uma festa.

O que aceitei, orgulhosa, e repito, de todo o coração agradeço.

Mas não me sentiria confortável com a minha consciência, se não utilizasse esta oportunidade – e face ao que acabei de afirmar – para sublinhar a necessidade de todos em conjunto analisarmos criticamente a cidade em que vivemos.

Obriguemo-nos a uma atitude mais crítica, e a exigir a excelência.

Há que repensar a cidade, imaginar novas formas de vivência, inovar conceitos, perspectivar metas e estabelecer dinâmicas.

Por hábito, vencem, não os mais fortes, mas os que compreendem mais rapidamente a necessidade de mudança.

E, nunca, mas por nunca, esquecer as pessoas.

Tendo em atenção todo o nosso historial, as nossas potencialidades criativas, porque não uma cidade cujo motor de desenvolvimento seja a cultura?

A cultura, considerada, no seu sentido mais vasto, e nas suas mais variadas áreas de actuação.

E, a fazê-lo, … que seja o mais rapidamente possível.

Diria mais, com urgência.

O poeta – sempre a companhia de um poeta – escreveu:

“Eles não sabem, nem sonham,
Que o sonho comanda a vida!"

Temos uma vantagem sobre …… “eles”.

Sabemos que o sonho pode comandar a vida.

Todos, mas todos, temos que pensar, querer e agir para tornar o sonho realidade.

Muito Obrigada.

sábado, 10 de novembro de 2007

189.ª Página Caldense

ESTUDOS DE HISTÓRIA DO LIVRO
ARTUR ANSELMO

"É curioso que as primeiras gravuras portuguesas da tipografia cristã sejam precisamente o brasão-de-armas nacionais, o brasão da Rainha D. Leonor , a divisa de D. João II (o pelicano) e a divisa da sua mulher (a rede), gravuras publicadas na abertura da "Vita Christi", bem perto dos blocos que representam a cena do Calvário (de averiguada proveniência germânica) e dos Dignatários em adoração, (que poderá em sido aberto em Portugal com a intenção de representar o casal régio).

[Estudos de História do Livro. Artur Anselmo. Guimarães Editores. 1.ª Edição, Lisboa, 1997]

Cafés Literários - Alteração

O Café Literário a realizar em parceria com a Centro Hospitar, foi adiado para data a indicar.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Leitores

Si sabrá mas el discipulo ?
Aguafuerte, aguatinta y buril. 218 x 153 mm.
Goya

[Goya, Obra Gráfica Completa. Rafael Casariego, Editorial Casariego, Libreria Facsimilia Y Arte. Madrid. 2004. ISBN 84-86760-72-0]

O Gato de Goya

GATESCA PANTOMINA
Aguafuerte, buril y bruñidor. 179 x 219 mm







Goya, Obra Gráfica Completa
Edition de Rafael Casariego
Editorial Casariego
Madrid, 2004
ISBN 84-86760-72-0

terça-feira, 6 de novembro de 2007

188.ª Página Caldense

ANEDOTAS E EPISÓDIOS DA VIDA
DE PESSOAS CÉLEBRES
LOURENÇO RODRIGUES

[...] "A sua fama atravessou fronteiras. o director de uma grande ilustração inglesa quis levar Rafael para Londres com um ordenado faustoso. Não aceitou e, mais tarde, em uma das suas crises, confessou-se arrependido. Já com filhos, parte para o Brasil em 1875, onde é recebido com as maiores honrarias. Sempre amigo de fazer partidas, uma delas deu brado no Brasil.

Vale a pena contar. O Imperador do Brasil, assim que chegava ao Teatro, metia-se no camarote, e descalçava as botas, calçando regaladamente uns chinelos. Uma noite, o nosso Rafael teve a ideia de abrir a cortina do camarote e roubar as botas ao Imperador que não se desconcertou. Saiu em chinelos, cumprimentou a multidão que o vitoriava e meteu-se na carruagem ... de chinelos."



[Sua Majestade o Imperador do Brasil - Maio de 1880

Álbum das Glórias]

"No Brasil, as mulheres adoravam Rafael mas os políticos não morriam de amores por ele. Um dia, um senador da Câmara, declarou que a sua Pátria acolhia de bom grado os portugueses, quando eles iam de jaleca de briche de trinta botões oferecer o seu trabalho e não precisava de janotas que pagassem a hospitalidade com o escândalo.

Dois dias depois, Rafael Bordalo aparecia em plena tarde na concorrida Rua do Ouvidor, com um extravagante casado de mescla azul e branco e abotoado com trinta exagerados botões. A capital carioca não falou de outra coisa." [Pág. 144]


[Anedotas e Episódios da Vida de Pessoas Célebres. Lourenço Rodrigues. Livraria Popular de Francisaco Franco. Rua de Barros Queirós, 14-18 - Lisboa. Sem data de edição]

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Conta-me uma História


No próximo sábado - dia 10 - pelas 11.00 horas,
na nossa Esplanada Literária

Inês de Barros Baptista e Vera Pyrrait
apresentarão o seu livro

PEDE UM DESEJO

... a história de duas meninas que voam com um casal de cisnes selvagens, em busca da cidade dos desejos esquecidos...

Loja 107, partilhando histórias

187.ª Página Caldense

A RAINHA D. LEONOR
EXPOSIÇÃO DO MOSTEIRO DA MADRE DE DEUS
[...]
"É no momento em que, pela primeira vez, lhe foi confiado o exercício da regência [a D. João] que pode marcar-se o início da larga e decisiva influência de D. Leonor, princesa e rainha,, na vida social e politica da corte portuguesa. Por graça de estado, por educação e temperamento, sedução pessoal e segurança de critério, abriu-se o seu valimento, sedução pessoal e segurança de critério, abriu-se ao seu valimento, prestigio e poder um caminho rasgado de breves alegrias e muitas preocupações, de esperanças fugazes e mágoas persistentes. Mas a firmeza era o traço assinalado do seu carácter e nunca se perturbou nem abateu. A consciência moral inclinava-a à doçura e à piedade sem, todavia, a apartar das realidades francas da sua condição e estado senhorial." [Pág. 15]

M. Lopes de Almeida

[A Rainha D. Leonor. Exposição no Mosteiro da Madre de Deus. Exposição realizada pela Fundação Calouste Gulbenkian. Lisboa. Dezembro de 1958.]

domingo, 4 de novembro de 2007

Cafés Literários

Folhas de Outono

Como sempre, nesta época do ano, a Loja 107 convida alguns autores a partilharem os seus livros com os seus leitores. A esse conjunto de encontros damos o nome de Folhas de Outono. Eis a nossa programação para o Outono de 2007.






Café Literário
(em parceria com o Centro Hospitalar de Caldas da Rainha)

Dia 16 de Novembro de 2007
Convidados: Prof. Mário Bernardo e Maria Fernanda Romba,
autora do livro do livro "O Meu Caranguejo e Eu."
Conversas em torno da prevenção do cancro da mama
Horas: 18,00 H.
Café Pópulos, Parque D. Carlos I

*****
Lançamento de livroDia 16 de Novembro de 2007
Horas: 0,00 H
Chega o tão esperado livro de J. K. Rowling
Harry Potter e os Talismãs da Morte
na: Loja 107 - Rua Heróis da Grande Guerra, 107

*****
Café Literário
Dia 16 de Novembro de 2007
Autor Convidado: Pedro Bandeira Freire
Conversa em volta do livro: Entrelinhas e Entretelas
(Resumo da matéria dada)
Horas: 21,30 H.
Café Pópulos, Parque D. Carlos I





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Café LiterárioDia 23 de Novembro de 2007
Autor Convidado: Zita Seabra
Conversas em redor do livro "Foi Assim"
Autora apresentada por João B. Serra
Horas: 21,30 H.
Café Pópulos, Parque D. Carlos I



*****

Café Literário
(em parceria com a Associação Património Histórico)
Dia 30 de Novembro de 2007
Convidado: João Teixeira Lopes
Conversas em redor do tema: Politicas Culturais
Horas: 21,30 H.
Café Pópulos, Parque D. Carlos I



Loja 107, a sua livraria partilhando leituras

186.ª Página Caldense

(outras) Paredes de louça caldenses


"A colecção de azulejos é o trabalho mais perfeitamente desenvolvido e mais completo que a fábrica tem produzido."



"Nada mais alegre, mais saudável, mais barato, mais artístico no adorno dos tectos, das paredes, das fachadas dos prédios. Se a fábrica das Caldas tivesse tido o cuidado de pôr à venda leves caixilhos de ferro ou de zinco em que os azulejos se emoldurassem rapidamente, formando uma caixa oblonga destinada a conter vasos de flores, adaptáveis ao peitoril de cada janela, é indubitável que inúmeros habitantes de Lisboa, se teriam dotado com esse cómodo e lindo jardizinho suspenso. "


"E esta leve aplicação de uma fachada de esmalte policromo, coroada de flores ou de folhagens e sobreposta às janelas dos nossos prédios, bastaria para transformara de um dia para o outro no sentido mais característico, mais pitoresco e mais elegante o frontespício dos prédios e o aspecto geral da cidade."

Ramalho Ortigão
in, A Fábrica das Caldas da Rainha, 1891
Fotografias de Margarida Araújo - Rua General Queiroz, Caldas da Rainha, 2007