Partilhando leituras

Livros sobre Caldas da Rainha, Rainha D. Leonor, Bordalo Pinheiro, caricaturas,

cerâmicas, gatos e algo mais...

terça-feira, 31 de julho de 2007

106.ª Página Caldense

RAFAEL BORDALO PINHEIRO
ONTEM E HOJE

[Catálogo de Exposição - 15 de Julho a 30 de Agosto de 1993 - Palácio de Beau Séjour, Lisboa. Edição: CML - Gabinete de Estudos Olisiponenses / Faianças Bordalo Pinheiro, Lda. 37 páginas numeradas + capas. A cores. Dimensões: 21,00 x 29,80 cms]

105.ª Página Caldense

JORNAL DO GATO
MÁRIO CESARINY


[Cartas de Luiz Pacheco a Mano Querido Mano (Mário Cesariny):]


13 de Maio, Caldas ainda

Mano! Querido Mano!

Vamos ao que importa: estive na Ulisseia na terça feira. [...]
[Pág. 25 a 29]

______________________________________


Caldas da Rainha,1965, 2.ª feira, 8

Mano! Querido mano!

O dinheiro do Dácio (já nem falo da bolsa mensal, nem na revista) é uma nova versão do mito do Encoberto está-me a parecer. [...]
[Pág. 41 a 46]

[Jornal do Gato - Contribuição ao saneamento do livro pacheco versus cesariny edição pirata da editorial estampa colecção direcções velhíssimas. Editado por Raul Vitorino Rodriges. composto e Impresso por Peres - Artes Gráficas , 1974]

domingo, 29 de julho de 2007

104.ª Página Caldense

PORTUGAL
A ESTREMADURA
VIEIRA GUIMARÃES

Caldas da Rainha

"Vila ainda há pouco, é, desde recente data, cidade que bem mereceu este título pelo seu comércio, pela sua indústria e pelo seu trabalho.

Devendo a sua origem a uma copiosa nascente de águas sulfúreas que a munificiência e a caridade de uma grande rainha de Portugal - D. Leonor, mulher de D. João II - aproveitou para abastecimento de um hospital que no sítio mandou edificar e dotou, não menos deve o seu desenvolvimento a este grande rei, que privilegiou os seus primeiros moradores com a isensão do pagamento de jugada, oitava, sisa ou portagem, assim como as pessoas que a ela viessem comerciar, o que decerto ainda hoje se faz sentir no seu grande e abastecidissimo mercado semanal, o principal da província da Estremadura." [...] [Páginas 16 e 17]

[Portugal - A Estremadura. Vieira Guimarães. Exposição Portuguesa em Sevilha. Imprensa Nacional de Lisboa. Data de edição: 1929. 43 páginas numeradas + capas. Ilustrado . Dimensões: 17,50 x 25,30]

103.ª Página Caldense

AMIGOS DA DINAMARCA
Um Olhar sobre a Vida nas Sociedades Portuguesa e
Dinamarquesa do Século XIX
PEDRO O'NEILL TEIXEIRA

Legendas: "El acampamiento de D. Jorge Dans la journée du 12 junho 1881 / La partida (ao meio, ao centro) / Estafete guarda avançada macho anglo árabe de cauda curta (em cima, à esquerda) / Voluntarios das caldas ornamento da própria larva / O ginete é fresco pois chegou hoje da margem onde fora deitado à dias (em cima, à direita) / o general toca a reunir (em baixo, à esquerda) / aspecto geral do corpo do exército, reservas munições e refrescos etc., etc, (em baixo, à direita)."



"O recolher a quarteis, tal como estava anunciado na ordem do exército."

Legenda da página: [88-89 - Dois quadros (de sete) executados pelo visconde de Coruche, caricaturando uma viagem às Caldas da Rainha, realizada por Jorge Torlades O'Neill e alguns seus amigos em Julho de 1881.]

[Amigos da Dinamarca - Um Olhar sobre a Vida nas Sociedades Portuguesa e Dinamarquesa do Século XIX . Autor: Pedro O'Neill Teixeira. Editor: Tribuna da História. 1.ª EdIção, Janeiro de 2006. ISBN: 972-8799-41-1]

sábado, 28 de julho de 2007

Pétalas de Cor




Ai, Jesus

Sam

Livraria Bertrand

1.ª Edição, 1977

The Cats (1)


THE CATS HISTORY OF WESTERN ART
SUSAN HERBERT


RUBENS

VAN GOGH

[The Cats History of Western Art . Susan Herbert (with commentaries by Genevieve McCahen - with 31 colour illustrations). Editor: Thames & Hudson. Data de Edição: 1996. ISBN 0-500-01610-0. Edição cartonada.]

sexta-feira, 27 de julho de 2007

102.ª Página Caldense

CALDAS DA RAINHA
UM PLANO DE EXTENSÃO DE REGULARIZAÇÃO E DE EMBELEZAMENTO DA CIDADE
PELO ARQUITECTO PAULINO MONTEZ

[...]

Nos terrenos húmidos e habitados onde, há pouco mais de quatro séculos, apenas existiam uns olhos de água milagrosa, e os casebres arruinados de algum balneário primitivo - ergue-se agora uma das mais frequentadas estâncias portuguesas do seu género.

Na sua rápida e progressiva evolução, a urbe riscara-se ao acaso ou, quando muito, ao sabor de rudimentares necessárias dos habitantes.

Do lançamento fortuito e acanhado das vias de maior circulação, do aspecto insulso de muitos edifícios, resultara uma povoação pouca expressiva.

Sem largas artérias que lhe desafoguem a circulação, sem arranjos notáveis que a embelezem, como estância de cura e de repouso, sem edifícios apropriados que acomodem satisfatoriamente os edifícios públicos, a cidade, nos seus aspectos, não corresponde bem à actividade comercial dos seus habitadores permanentes, nem à simpatia dos visitantes e banhistas de todas as categorias sociais que às termas se acolhem.
























O caminho de ferro deu às Caldas da Rainha uma situação de privilégio, relativamente a algumas povoações vizinhas que, num raio de 30 quilómetros, daquele centro ficaram comercialmente dependentes.

Mas, qualquer que seja a importância comercial proveniente dessa situação, a cidade deverá viver, fundamentalmente, da riqueza das suas termas, valorizadas pela frescura do clima e pelo interesse turístico da região de que se fez centro principal.

São estas condições de vida que melhor esclarecem as aspirações locais, e que devem orientar, portanto o Plano de Urbanização da cidade." [Pág. 11 e 12]

[Estudos de Urbanismo em Portugal 3 - Data de Edição: 1941. 30 Páginas numeradas + Capas. Composição e Impressão: Soc. Ind. de Tipografia, Lda - Rua Almirante Pessanha, 3-5 - Ao Carmo - Lisboa.]

Maldita tosse!

Rafael Bordalo Pinheiro, por Rafael Bordalo Pinheiro
[A Paródia]

terça-feira, 24 de julho de 2007

101.ª Página Caldense

O PIMPÃO
N.º 1859 - ANO 27.º - 5 DE MARÇO DE 1902
Cabeçalho da autoria de Rafael Bordalo Pinheiro

[O Pimpão. Fundador: Alfredo Ribeiro (Ruy Barbo). Proprietário e Director: Alfredo de Moraes Pinto (Pân-Tarantula). Folha Humorística Ilustrada bi semanal. Preço Número avulso em Portugal: 20 Rs. Publicou-se entre 1876 e 1918]

O meu agradecimento ao Diamantino Fernandes, pela partilha deste jornal.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

100.ª Página Caldense

NASCIDA DAS ÁGUAS

HISTÓRIA DA CIDADE DAS CALDAS DA RAINHA EM BANDA DESENHADA

TEXTOS E DESENHOS DE JOSÉ RUY

Página 32


Loja 107, partilhando das páginas de um livro



[Edição conjunta: Câmara Municipal das Caldas da Rainha / Edições Asa. 1.ª edição - Março de 1999. 32 Páginas + capas. ISBN 972-41-1908-4]

O Silêncio dos Livros


O SILÊNCIO DOS LIVROS
GEORGE STEINER
seguido de
ESSE VÍCIO AINDA IMPUNE
de MICHEL CRÉPU

" ... não há garantia nenhuma de que o número de livros impressos nos formatos tradicionais venha a diminuir. Parece até que o contrário é que está a acontecer.

Na realidade, há uma quantidade incrível de novos títulos - só em Inglaterra, cento e vinte e um mil no ano passado -, o que constitui talvez a maior ameaça a pesar sobre o livro e sobre a sobrevivência das livrarias de qualidade que precisam de espaço suficiente para armazenar as obras e poderem dar resposta aos interesses e necessidades de todos, inclusivamente as minorias. Em Londres, um primeiro romance que não apanhe logo a favor o vento mediático, ou não seja louvado pela crítica, é devolvido ao editor ou vendido em saldo quinze dias mais tarde. Não há pura e simplesmente tempo para o amadurecimento ou para o gosto da aventura exploratória a que tantas obras ficam a dever a sobrevivência." [Pág. 41]

[Gradiva - Publicações Lda - 1.ª Edição Junho de 2007. 7.00 Euros. ISBN 978-989-616-191-0. ]

quinta-feira, 19 de julho de 2007

99.ª Página Caldense

HÁ MUITOS ANOS
DUAS PÁGINAS DE RAFAEL BORDALO PINHEIRO


"Foi em 1881. Estavam os regeneradores no poder e, portanto ... os progressistas na oposição. Era ministro da justiça Lopo Vaz e governador civil de Lisboa o célebre Arrobas. Discutia-se muito a não menos célebre "lei das rolhas", ainda a questão de Lourenço Marques; etc. A primeira das gravuras que reproduzimos é meia página do António Maria (de 29 de Dezembro d'aquele ano) em que precisamente Lopo Vaz e o conselheiro Arrobas são satirizados com a graça que caracterizava todos os trabalhos do grande Rafael Bordalo. A segunda extraída do mesmo número do referido semanário, paródia a um reclame, cremos que de sabonetes, então muito em voga, apresenta inúmeras caricaturas de políticos da época, conforme abaixo se indica - políticos na sua grande maioria já falecidos, pois o tempo não perdoa e isto foi há 41 anos!...[...]

[Ilustração Portuguesa, 2.ª Série, n.º 879, Natal de 1922.]
Comentários:

C Valente disse...

Se Bordalo Pinheiro fosse, vivo, muito tinha que contar, seus bonecos mais acutilantes.Saudações
22 de Julho de 2007 23:36

98.ª Página Caldense

BANHOS DE CALDAS E ÁGUAS MINERAIS
RAMALHO ORTIGÃO

"A vila das Caldas da Rainha é a mais concorrida terra das águas da província da Estremadura. Dista 56 quilómetros da estação do Carregado, na linha de Lisboa ao Entroncamento.

No Carregado para as Caldas faz-se a viagem em carruagem ou diligência que sai do Carregado duas vezes por dia, pela manhã e à noite, depois da chegada do comboio àquela estação. O percurso é de seis a sete horas, havendo no Cercal casa de pasto e estação de mudas de diligência.

O preço dos bilhetes da diligência é de 2$000 réis por ida e volta ou 1$200 réis por viagem sem retorno.

A vila oferece aos que a frequentam as maiores comodidades que proporcionam em Portugal terras desta ordem.

Há os hóteis de José Paulo Rodrigues, do Padre Justino António Viana, as hospedarias da Mariana e de José Pires. Além disso quase todas as famílias da vila recebem hóspedes durante a estação balneária." [Pág. 122]


[Banhos de Caldas e Águas Minerais. Autor: Ramalho Ortigão. Introdução; Júlio César Machado. Colares Editora. ISBN 972-762-024-7 . Sem data de edição, conforme 1.ª Edição de 1875]

Ilustrador Caldense

Ilustração: Daniel Silvestre da Silva
[Pág. 16/17 - pormenor]


O PARDAL DE ESPINOSA

[O Pardal de Espinosa, texto de José Jorge Letria, ilustrações de Daniel Silvestre da Silva - Porto Editora - 1.ª Edição, Maio de 2007 - ISBN 978-972-0-71896-9 - 9,90 Euros]

Arte Culinária

A COZINHA DIVINA
DIA 14 DE JULHO - ENTRE AS 11.00 E AS 14.00 HORAS
Taloulet [Salada Libanesa]
2 pimentos verdes
2 pepinos
200 gr de bulghur (trigo)
1 ramo de salsa
50 ml de sumo de limão
cominhos
pimenta
2 tomates
1 fio de azeite
sal
1 pisca de canela
[Pág. 77]

CHAKALL
[Fotografias de Margarida Araújo]
[Cozinha Divina, Chakall, Oficina do Livro, ISBN 978-989-555-274-0, 20.00 Euros]
Comentários:

Anónimo disse...

Mesmo bom!Repito: mesmo bom!No Beco do Forno os cheiros misturaram-se. A salsa, os coentros, a hortelã, os limões os pimentos e os tomates e a simpatia dos cozinheiros e da livreira.Provou-se!Todos os sentidos aplaudiram.Beijo à Isabel e ao Paulo, uma dupla de respeito.Beijo ao Chacal, por tudo e até pelos olhos azúis.Margarida
20 de Julho de 2007 1:27

Anónimo disse...

Digo Chakal
20 de Julho de 2007 1:28

Anónimo disse...
Ai, digo Chakall.
20 de Julho de 2007 1:29

quarta-feira, 18 de julho de 2007

O Drama do Livreiro

MALDITA MEMÓRIA! NÃO ME LEMBRO DO NOME ...


"- Ora, eu queria um livro ... mas ... mas não me lembro ... - diz o Sr. Sizudinho entrando numa livraria - Eu queria um livro ...

- Que livro é que V. Exª. quer? - pergunta o caixeiro muito amável - Que género? Romance? Obra científica? Revista?

- Não! Ora espere ... eu queria ?

- Talvez V. Exª. queira as "Memórias de Sidónio Paes" edição do "ABC"! ... Ou então ... Poesia? Não será? Quer algum dos 333.333 livros de versos das 333.333 poetisas portuguesas? Há muito e bom! ... Quer ... a Contemporânea? Quer r ...

- Não! Eu queria um livro ... um livro ... de ... Ora! Que maldita memória ...

E enquanto o Sr. Sizudinho pensava no livro que queria, o caixeiro ia deitando a livralhada toda abaixo ... Passada meia hora em que o zeloso empregado passou por diante dos olhos do esquecido freguez tudo quanto havia de bom ...

- Ah! - exclamou em correctissimo português o Sr. Sizudinho - O que eu queria era ... um livro de mortalhas!...





(pormenor)

ABCzinho, 23 de Outubro de 1922

Stuart*

[*José Herculano Stuart Torrie d'Almeida Carvalhais (1887-1961]

97.ª Página Caldense

MANTA DE RETALHOS
LEONEL CARDOSO


"A seguir ... Foz do Arelho,
cuja Lagoa é um espelho
onde o Mar, na maré cheia,
se vai mirar, orgulhoso,
e, talvez, por ser vaidoso,
as suas ondas ... ondeia!"

[Pág. 23]

[Prefácio do Prof. Dr. Hermâni Cidade. Capa e Ilustrações do autor. Coimbra Editora, Lda. Data de Edição: 1960. 32 páginas numeradas + capas.]

96.ª Página Caldense

A MULHER NA HISTÓRIA DE PORTUGAL
(Palestras Comemorativas dos Centenários proferidas ao microfone da Emissora Nacional)
BERTHA LEITE



Rainha D. Leonor

"Quereríamos deixar nesta página do nosso estudo da mulher na História Pátria, não as carradas de erudição com que muitas pretendem erradamente a supremacia de qualquer assunto, mas à luz precisa, clara e imerecida duma língua de fogo do Divino Espírito Santo, a justiça requer uma figura a que reconheceremos valor mas não podemos dar a ternura que não nos inspira.

Estamos diante da neta dos Infantes D. Duarte e D. João, D. Leonor de Lencastre a filha da Infanta D. Beatriz e do Infante D. Fernando que aos doze anos foi mulher de El-Rei D. João II de Portugal.

Nascida a 2 de Maio de 1458, D. Leonor apesar de muito débil, chegou aos sessenta e sete anos, sobrevivendo vinte ao marido.

Foi de "singular formusura de corpo e de espírito" diz-nos a frase clássica das crónicas. Julgamos poder afirmar igualmente a sua bondade pois nem de outro modo explicaríamos (pelo que nos foi dado aprender do carácter de D. João II); que El-Rei a estimasse tanto até ao fim da vida, afligindo-se em extremo ainda nas vésperas da sua morte com a notícia de grave doença da Rainha." [Pág. 171 a 175]


[Data de Edição: 1940. Acabou de se imprimir este livro "A Mulher na História de Portugal" no dia da exaltação da Santa Cruz, aos 14 de Setembro de 1940, no Centro Tipográfico Colonial, Largo Rafael Bordalo Pinheiro, 27,28 e 29 - Lisboa. 238 Páginas numeradas + capas. Sem indicação de editor.]

quarta-feira, 11 de julho de 2007

94.ª Página Caldense

A LIÇÃO DA RAINHA D. LEONOR EM MATÉRIA DE ASSISTÊNCIA
Dr. FERNANDO DA SILVA CORREIA


[Separata da Imprensa Médica, Lisboa, 1951. Composto e Impresso na Tipografia das Avenidas, Lda - Av. Barbosa du Bocage, 84, Lisboa. 66 Páginas numeradas + capas. Dimensões: 15,50 x 23,00 cms. Prefácio da autoria de Américo Cortez Pinto. Pág. 21: reprodução da imagem da estátua da Rainha D. Leonor da autoria de Francisco Franco. Pág. 25: reprodução do imagem do Retrato da Rainha D. Leonor (num manuscrito iluminado da colecção Piermont Morgam, de New York). Pág. 36: reprodução da imagem da Primeira página do manuscrito com o primitivo compromisso da Misericórdia, existente na Misericórdia de Madre de Deus de Xabregas.]

segunda-feira, 9 de julho de 2007

93.ª Página Caldense

NA FOZ DO ARELHO


"No sítio "Quebrada do Cavalo", a uma milha da Foz do Arelho, encalhou a draga inglesa "Ponrabble II". Tinha acabado de sair dos estaleiros Glasgow, destinava-se à Austrália, e custara 1:000 contos. Um denso nevoeiro fe-la encalhar e assim esteve até que nas águas vivas se safou, entrando depois no porto de Lisboa, d'onde seguiu viagem."

Legendas das Fotografias, (à esquerda, em cima e em baixo): A draga inglesa Ponrable II encalhada na Quebrada do Cavalo.(À direita):Um aspecto das costa da Foz do Arelho.

[Ilustração Portuguesa, II Série - N.º 760 - 18 de Setembro de 1920. Página 172]

domingo, 8 de julho de 2007

92.ª Página Caldense

ARREDORES DAS CALDAS DA RAINHA

"A vila das Caldas da Rainha, já pelo seu passado histórico, já pelas constantes curas das suas águas termais, ocupa um lugar preponderante no nosso país.

Não venho aqui hoje falar dos lindos parques que embelezam a vila, como o da Copa, a Mata, nem da disposição artística do seu povo, centro de indústria cerâmica de primeira ordem, onde o nome do grande artista Rafael Bordalo Pinheiro ficará gravado para sempre, como uma glória nacional; venho sim falar dos seus arredores, pois a vila das Caldas é um centro de turismo especial que temos obrigação de salientar.


Próxima da capital, pois está a três horas de caminho de ferro, e situada em uma região verdejante, atravessada por diversas estradas que conduzem a sítios lindíssimos como a Foz do Arelho, bela praia onde se desfruta o pleno oceano, tendo junto as tranquilas águas da Lagoa de Óbidos; S. Martinho do Porto com a sua linda baía, cuja vilasinha situada na encosta de uma montanha, com as casas sempre brancas, formam uma tela encantado; ; Óbidos, vila curiosa, ostentando o histórico castelo; cada canto d'essa vila possui uma linguagem de mistério e cada pedra uma página gloriosa da nossa historia; Leiria, Alcobaça, Batalha, Rio Maior, e outras menos importantes como Fanadia, S. Gregório, Santa Catarina, Roliça, Columbeira, Avenal, Couto, Salir das Matas, Casal da Mata, Cabeça Alta, Gaeiras, Vidais, Alvorninha, Nadadouro, etc., não contando com outras povoações mais distantes.

Quando nos embrenhamos por essas azinhagas e atalhos, assombrados por frondosas árvores, quando respiramos o belo ar dos pinhais, quando ouvimos o cantar melancólico das fontes, as melopeias sentimentais das noras e dos moinhos, quando as campainhas do gado se misturam com as canções dos pastores nos vales floridos, é que podemos admirar toda esta região tão cheia de beleza, e cuja estética nos toca tão comoventemente no nosso coração.

Nos arredores das Caldas, os campos de vinha, quando banhados pela luz do sol, como acontece principalmente em setembro e em outubro, parecem permanecer durante as horas do dia, sob uma poeira dourada, e as ribeiras estendem-se como fitas de prata nas linhas mais caprichosas da natureza.

A todos aconselho a que percorram esta região; toda ela reúne um conjunto de quadros campestres tão cheios de viço e frescura, que a nossa alma vibra n'um crescendo de admiração, pois cada vila, aldeia ou casal é emoldurado por trechos de paisagem, completamente diferentes em contrates, mas todos eles incutindo no nosso sentir uma verdadeira sinfonia de cor e de luz."


[Ilustração Portuguesa, II Série, N.º 452, 19 de Outubro de 1914. Páginas 485 a 487. Autor: Alfredo Pinto (Sacavém)]
Comentários:

Luis Eme disse...
Gostei particularmente do Salir das Matas...
13 de Julho de 2007 1:39

91.ª Página Caldense

II ENCONTRO NACIONAL DE EX-LIBRISTAS
7 E 8 DE OUTUBRO DE 1978
[Catálogo de Exposição. Caldas da Rainha, 7 e 8 de Outubro de 1978. Impressão: Bernardino Santos Lda, Rio Maior. Dimensões: 15,00 x 21.00 cms. 31 páginas numeradas + capas.]

90.ª Página Caldense

ALMANAQUE DO ANTONIO MARIA
1884

O JULHO - MEZ DAS CALDAS
CASA CHINESA - RUA DO OURO, 234 / 236
[Página XXIII]

[Tipografia da Empreza Litteraria Luso-Braileira, Pateo do Aljube, 5 - Lisboa. Totalmente ilustrado por Rafael Bordalo Pinheiro. Capa a cores. 72 páginas com numeração aleatória. Dimensões: 16,30 x 23,50 cms.]

quinta-feira, 5 de julho de 2007

89.ª Página Caldense


CALDAS DA RAINHA - FULCRO DO TURISMO ESTREMENHO





(mapa Caldas da Rainha, pormenor)

[Mapa dobrado em 8 partes. Impressão a cores. Edição Rotep - Organização de Camacho Pereira. Julho de 1955. Dimensão: 66,00 x 43,00 cms.]

Novamente, obrigada, Joaquim Saloio.

Comentários:

Maria disse...
Lembro-me muito bem deste mapa....
7 de Julho de 2007 23:22


João Serra disse...
Isabel: não sei se reparaste que as duas primeiras imagens fazem parte de um desenho assinado por António Duarte.
9 de Julho de 2007 23:
13

88.ª Página Caldense

CALDAS DA RAINHA - GUIA TURÍSTICO
Ilustração: H. Stael

[Edição da Comissão Municipal de Turismo das Caldas da Rainha. Tipografia Gazeta das Caldas. 12 páginas + capas. Dimensão: 20,00 x 23,50 cm. Sem indicação de data de edição.]

Mais uma vez, a partilha da colecção do amigo Joaquim Saloio.

Comentários:

Maria disse...

Desconhecia a existência deste desenho da Hans Stäel...Pensei que só tivesse desenhado em cerâmica...
7 de Julho de 2007 23:15

Joao Serra disse...

Isabel: o guia está datado: 1955 (aliás também o publiquei no inventário de www.cidadeimaginaria.org).Agora em resposta a maria: Stael foi uma das fundadoras da Gravura - Cooperativa de Gravadores Portugueses.
9 de Julho de 2007 14:24